O epicentro do esqui de luxo mundial.
Quando príncipes, mestres da finança e os esquiadores mais meticulosos rumam à região glacial europeia, a bússola invariavelmente declina para os infindáveis vales de Courchevel.
Esta vila de esqui supera a proposta primária do esporte com o ápice de chalés debulhados à beira-pista que conjuram mimos absolutos de lareiras com acendimento diário e chefs sazonais formados no mais afiado cardápio da pátria.
As manhãs exigem pouca ginástica. Um vestiário térmico seca seu material, bastando caminhar meros metros ao acesso das imaculadas neves preparadas, e retornar no meio dia para espessas canecas de chocolate denso com um mordomo silencioso limpando seu casaco ávido.
Courchevel reluz na constelação com os cobiçados carimbos vermelhos do crivos de Michelin que polvilham as pistas como cristais de gelo, ofertando lagostas tenras ao alho negro das altitudes exóticas na subida veloz e nobre das montanhas imponentes e charmosas da pátria da beleza gaulesa.
Por que debater em fila mecânica quando aterrissagens via turbinas rotativas abrem margem na Itália ou Suíça ou áreas ocultas puras do Vale Branco numa encosta imaculada coberta de cristais doces frescos garantindo vertigem indomável acompanhados sem multidão barulhenta.
Tirar as gretalhas sugere mergulhar os nervos das pernas na arquitetura relaxante brutal em piscinas mornais, encerando o crepúsculo da alta moda local regado à música dócil nos pátios aquecidos no mais afiado circuito invernal das vitrines de Paris replicada sobre os Alpes brancos gauleses intocáveis.